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Bases do Treinamento para o Triatlo



O TREINAMENTO é um processo complexo baseado em princípios científicos e técnicos que visam otimizar o desempenho atlético, através da organização sistemática das variáveis Volume, Intensidade, Frequência e Recuperação, para induzir adaptações fisiológicas específicas que aprimoram as capacidades físicas e técnicas de atletas.


Para a otimização desse desempenho atlético, é necessário um PROGRAMA DE TREINAMENTO ESTRUTURADO que leve em consideração os fundamentos científicos do mecanismo de adaptação:


Sobrecarga

intensidade e duração

Especificidade

condições similares às exigidas em competição

Individualidade

necessidades individuais por diferenças genéticas

Variabilidade 

promoção da adaptação contínua sem estagnação

Reversibilidade (Destreinamento)

deterioramento significativo por insuficiência


Na elaboração de um programa de treinamento, devem ser considerados os seguintes aspectos técnicos básicos para o desenvolvimento da performance: (1)


Periodização

projetar ciclos com diferentes objetivos e características

Especificidade

desenvolver capacidades físicas e técnicas relevantes

Controle de Carga

monitorar intensidade, volume e frequência

Recuperação

promover a adaptação biológica

Monitoramento & Avaliação

controlar o progresso e ajustar a eficácia


O processo de treinamento promove MUDANÇAS ESTRUTURAIS, que são as adaptações a longo prazo em função das respostas regulatórias homeostáticas, dependentes da qualidade e quantidade do estresse físico orgânico imposto.


No Triatlo, o treinamento específico da modalidade induz à adaptações características para a qualidade de Endurance da modalidade, entre elas: (1)


•        aumento da concentração de mioglobina

•        atividade enzimática mitocondrial

•        densidade mitocondrial

•        aumento da capacidade respiratória e transporte de oxigênio

•        aumento do débito cardíaco

 


A SÍNDROME DA ADAPTAÇÃO GERAL descreve a resposta orgânica ao estresse físico e se aplica diretamente ao processo de treinamento pelas cargas aplicadas: (2)


Estresse

promoção da fadiga pela carga de treinamento

Resistência

retorno à homeostase + adaptações fisiológicas específicas

Supercompensação

recuperação acima da linha de base e aumento da capacidade de desempenho esportivo

Recuperação

insuficiência diminui o desenvolvimento do desempenho (ou eventualmente ao overtraining)


Ciclo da Supercompensação (3)
Ciclo da Supercompensação (3)

Dessa forma, o treinamento aplicado DURANTE a fase de supercompensação é fundamental para iniciar um novo ciclo de supercompensação em um nível maior de homeostase, aumentando as possibilidades de melhoria de desempenho e provocando um efeito cumulativo do treinamento sobre a performance.


Processo da Supercompensação com aperfeiçoamento da Performance (1)
Processo da Supercompensação com aperfeiçoamento da Performance (1)

A Síndrome da Adaptação Geral no TRIATLO é bastante particular já que atletas não têm tempo suficiente de recuperação adequada entre as sessões consecutivas de treinamento, além de possuir uma rotina de sessões com grande exigência de alternância de diferentes fontes energéticas (variações entre intensidades altas e baixas), além de múltiplas sessões realizadas com maiores reduções dos níveis homeostáticos - apesar disso, atletas de Triatlo conseguem alcançar níveis desejados de supercompensação (independentemente das condições de treinamento).


Efeito das sessões de treinamento sucessivas (Triatlo) com diferentes cargas (1)
Efeito das sessões de treinamento sucessivas (Triatlo) com diferentes cargas (1)


A melhor compreensão do processo de adaptação ao treinamento se dá através do MODELO APTIDÃO-FADIGA, relacionando a aptidão física com a fadiga implícita ao estresse fisiológico exigido, e como essa relação afeta a performance do atleta.


A interação e o produto da diferença entre APTIDÃO FÍSICA (função fisiológica positiva) e FADIGA (função fisiológica negativa) resultam no nível de performance esportiva, já que vários aspectos desta determinam o nível de prontidão do atleta.


Modelo Aptidão-Fadiga (4)
Modelo Aptidão-Fadiga (4)


A SEGUIR: PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO PARA O TRIATLO



1 Whyte, G. The Physiology of Training. UK: Elsevier, 2006. 245p.

2 McGuigan, M. Monitoring Training and Performance in Athletes. Champaign, IL: Human Kinetics, 2017. 253p.


 
 
 

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